quarta-feira, 3 de novembro de 2010

REINO - IGREJA GLOBAL - IGREJA LOCAL - GRUPO FAMILIAR

1 - REINO DE DEUS
Jesus disse: “Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu Reino…” (Mateus 6.33).
Deus está implantando o Seu Reino aqui na Terra e Ele tem deixado bem claro qual é a visão dEle para nós: Deus havia dito para o homem: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra…” (Gênesis 1.28). Por quê? Porque Adão e Eva gozavam de perfeita comunhão com Deus e assim refletiam a glória de Deus perfeitamente. À medida que eles obedecessem a ordem de crescer e multiplicar, toda a terra ficaria cheia da glória de Deus, como as águas cobrem o mar. O plano original de Deus nunca mudou. Mesmo que o homem natural, por causa do pecado, não reflita a glória de Deus, aquelas pessoas que já nasceram de novo verdadeiramente refletem a Sua glória. Então a ordem de Deus continua a mesma: “Eu quero o Meu Reino implantado sobre toda a terra e isto vai acontecer quando os meus filhos colocarem o Meu Reino em primeiro lugar, crescerem e se multiplicarem até que toda a terra esteja cheia de pessoas que reflitam a minha Glória”.
2 – A IGREJA DO SENHOR JESUS (IGREJA GLOBAL)
Mas qual é o contexto em que nós devemos buscar o Reino de Deus? Na prática, como podemos fazer isso? Jesus disse: “Eu edificarei a Minha Igreja…” (Mateus 16.18) e em outra ocasião Ele disse “quem comigo não ajunta, espalha…” (Mateus 12.30). Em outras palavras, o Reino de Deus aqui na Terra se manifesta e é centralizado na Igreja do Senhor Jesus:
A Igreja do Senhor Jesus é o coração do Reino de Deus.
3 – A IGREJA LOCAL
Posso saber, então, que verdadeiramente estou buscando o Reino de Deus se eu estiver trabalhando com Jesus na Edificação da Sua Igreja Mundial. Mas, como a Igreja Mundial do Senhor Jesus é edificada? Através da Igreja Local. Se eu não estiver edificando a Igreja Local eu não estou edificando como eu deveria a Igreja Mundial do Senhor Jesus. A Bíblia fala muito mais acerca da Igreja Local do que da Igreja Mundial. Estamos trabalhando com Deus ou contra Deus? Talvez muitos não saibam disto, mas quem não está na visão da Igreja Local – ajudando a Igreja Local a crescer e multiplicar em quantidade e qualidade, está na realidade (mesmo que seja por omissão) trabalhando contra Deus. Isto é sério. Deus coloca máxima importância na Igreja Local porque a Igreja Local é o coração da Igreja do Senhor Jesus aqui na Terra. O Apóstolo João, em Apocalipse 1.10-11, ouviu a voz do Senhor Jesus por trás dele. Mas quando virou para ver o Senhor Jesus, primeiramente ele viu sete candeeiros de ouro (Ap. 1.12), e só depois viu o Senhor Jesus (Ap. 1.13). Os sete candeeiros são as sete igrejas locais (Ap. 1.20). Creio que, simbolicamente, isto mostra que para termos plena revelação do Senhor Jesus, temos também que ter a visão da Igreja Local. Onde estava Jesus? “No meio dos sete candeeiros” (Ap. 1.13). No meio das Igrejas Locais. É impressionante a importância que Deus põe na Igreja Local.
4 – O GRUPO FAMILIAR
É muito importante que todos os cristãos da Igreja Local estejam congregando em um grupo familiar, onde a vida do Corpo se encontra de forma sintetizada em todos os seus muitos aspectos, tais como: adoração, intercessão, evangelismo, integração, discipulado, treinamento de líderes, comunhão, assistência social, etc. É necessário que essa grupo esteja sempre aberto para receber novas pessoas. Esse tipo de reunião resgata a “Igreja no Lar”, e por isso cremos ser importante que todos congreguem em um grupo deste tipo, pois acreditamos que foi assim que aconteceu na igreja neotestamentária. Para nós, o grupo familiar é o Coração da Igreja Local.
1) Verticalmente: os membros crescem em intimidade com Deus e multiplicam isso nas vidas dos seus discípulos.
2) Horizontalmente: os membros crescem em comunhão uns com os outros e multiplicam isso nas vidas dos seus discípulos.
3) Exteriormente: Os membros crescem numericamente ganhando novas pessoas para Jesus, discipulando essas pessoas e multiplicam esse código genético de evangelismo e discipulado nas vidas dos seus discípulos

terça-feira, 21 de setembro de 2010

O FERMENTO DE HERODES

Marcos 8:1-21

1 Naqueles dias, havendo de novo uma grande multidão, e não tendo o que comer, chamou Jesus os discípulos e disse-lhes: 2 Tenho compaixão da multidão, porque já faz três dias que eles estão comigo, e não têm o que comer. 3 Se eu os mandar em jejum para suas casas, desfalecerão no caminho; e alguns deles vieram de longe. 4 E seus discípulos lhe responderam: Donde poderá alguém satisfazê-los de pão aqui no deserto? 5 Perguntou-lhes Jesus: Quantos pães tendes? Responderam: Sete. 6 Logo mandou ao povo que se sentasse no chão; e tomando os sete pães e havendo dado graças, partiu-os e os entregava a seus discípulos para que os distribuíssem; e eles os distribuíram pela multidão. 7 Tinham também alguns peixinhos, os quais ele abençoou, e mandou que estes também fossem distribuídos. 8 Comeram, pois, e se fartaram; e dos pedaços que sobejavam levantaram sete alcofas. 9 Ora, eram cerca de quatro mil homens. E Jesus os despediu. 10 E, entrando logo no barco com seus discípulos, foi para as regiões de Dalmanuta. 11 Saíram os fariseus e começaram a discutir com ele, pedindo-lhe um sinal do céu, para o experimentarem. 12 Ele, suspirando profundamente em seu espírito, disse: Por que pede esta geração um sinal? Em verdade vos digo que a esta geração não será dado sinal algum. 13 E, deixando-os, tornou a embarcar e foi para o outro lado. 14 Ora, eles se esqueceram de levar pão, e no barco não tinham consigo senão um pão. 15 E Jesus ordenou-lhes, dizendo: Olhai, guardai-vos do fermento dos fariseus e do fermento de Herodes. 16 Pelo que eles arrazoavam entre si porque não tinham pão. 17 E Jesus, percebendo isso, disse-lhes: Por que arrazoais por não terdes pão? não compreendeis ainda, nem entendeis? tendes o vosso coração endurecido? 18 Tendo olhos, não vedes? e tendo ouvidos, não ouvis? e não vos lembrais? 19 Quando parti os cinco pães para os cinco mil, quantos cestos cheios de pedaços levantastes? Responderam-lhe: Doze. 20 E quando parti os sete para os quatro mil, quantas alcofas cheias de pedaços levantastes? Responderam-lhe: Sete. 21 E ele lhes disse: Não entendeis ainda?


Lucas 23:6-12

6 Então Pilatos, ouvindo isso, perguntou se o homem era galileu;7 e, quando soube que era da jurisdição de Herodes, remeteu-o a Herodes, que também naqueles dias estava em Jerusalém. 8 Ora, quando Herodes viu a Jesus, alegrou-se muito; pois de longo tempo desejava vê-lo, por ter ouvido falar a seu respeito; e esperava ver algum sinal feito por ele;
9 e fazia-lhe muitas perguntas; mas ele nada lhe respondeu. 10 Estavam ali os principais sacerdotes, e os escribas, acusando-o com grande veemência. 11 Herodes, porém, com os seus soldados, desprezou-o e, escarnecendo dele, vestiu-o com uma roupa resplandecente e tornou a enviá-lo a Pilatos. 12 Nesse mesmo dia Pilatos e Herodes tornaram-se amigos; pois antes andavam em inimizade um com o outro.


Fermento é um produto usado para fazer a massa crescer e por consequência aumentar a quantidade de alimento. O fermento dos fariseus já está bastante esmiuçado. Sabemos que esse fermento representa a religiosidade. Devemos ter muito cuidado com isso. O Reino de Deus nada tem com religião. Os fariseus tentam nos passar leis e ensinamentos que eles mesmos não cumprem, estabelecem níveis altíssimos para os outros e baixíssimos para si mesmos. Rejeitam a cruz e optam por conforto e beleza. Fariseus existem porque tem público para eles. Há pastores que sabem dar um abraço, um beijinho, tem uma igreja confortável sabem servir um bom cafezinho e água gelada. Jesus enviou suas ovelhas para o meio de lobos, disse: - quem quiser me seguir tem que carregar a cruz. Há pastores que se especializaram em tirar a cruz de pessoas. É tudo um jogo de interesse. Vamos combinar assim: eu finjo que amo você e que acredito em tudo o que você me diz sobre teu passado. Jamais vou entrar em contato com teu Pastor anterior, pra que? Não me interessa saber algo que possa impedir tua vinda pra cá, certo? Você finge que é bonzinho, que teme a Deus e suas intenções são as melhores possíveis. Tudo bem, deixa teu dízimo aí, colabore para que meu ministério cresça e eu possa ser melhor reconhecido. Ao final de contas, eu terei a oportunidade de provar que meu ministério é melhor do que o outro. Mais importa que o meu império cresça e o Reino de Deus diminua.
Quanta malandragem né amados? É difícil aceitar o fato que na igreja tenha esse tipo de gente. Se você é um pastor sério e alguém quer se aliançar na igreja que te foi emprestada com essa conversa fiada...

CHUTA QUE É LAÇO

O fermento de Herodes é um pouco diferente, esse crescimento não tem como base a religiosidade mais as influências políticas e econômicas. Parece incrível mas há pessoas que se acham mais importantes porque tem mais dinheiro ou então porque possuem algum cargo de importância. Herodes era muito “CARA DE PAU”, ele queria que Jesus fizesse um sinal como um mágico ou bobo da corte. Ora Jesus não precisava do apoio de Herodes, dinheiro ou sua influência política. Ele dependia apenas do Pai. Quantos líderes hoje deixam seus púlpitos serem ocupados por candidatos a cargos políticos? Quantos pastores trocam seus valores por um rebaixamento de teto, ou um telhado ou ainda pior: um desenrolar de documentos pendentes na área de legalização, área trabalhista e alvarás? Triste igreja evangélica. Corrompida, prostituída e vendida como mercadoria.
Atenção pastores caras de pau, nenhum sinal será dado a vocês. Vocês usaram o fermento do Lula, Fernando Henrique e outros. Agora vão beijar a mão da Dilma ou do Serra. Você é Dilma, Serra ou Marina? Cada um se justifica na sua imbecilidade. Pastores imbecis, liderando ovelhas idiotas dando nome a uma igreja pseudo-evangélica deplorável. Eu prefiro a minha cruz ou estar no meio de lobos do que protegido na segurança religiosa dos fariseus. Prefiro a perseguição do que a proteção política e econômica dos Herodes do século 21.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

EU DEFENDO A IGREJA LOCAL

Ola queridos!
Vivemos o tempo da rapidez. Tudo tem que ser muito rápido e urgente. Se não tomarmos cuidado, seremos vítimas da “Ditadura do Urgente”. O perigo disso tudo é não cumprirmos nossa missão dentro do Tempo de Deus. Para nós cristãos, o perigo se encontra na “chuva” de visões e doutrinas que todos os dias inundam nossas TVs, net, blogs, twiters, etc. Uma destas “visões” que tem surgido, é não necessitarmos de templos para ser “Igreja”. Que igreja somos nós, etc e etc. Gostaria de dizer que a destruição do templo físico, além de ser anti-bíblico, não resolve em nada os problemas da igreja.
SE IGREJA SOMOS NÓS, O PROBLEMA ESTÁ EM NÓS. POR QUE ENTÃO DESTRUIR O TEMPLO FÍSICO?
A solução não está ligada ao templo físico mas nos corações. Se uma igreja local se preocupar em cuidar das “Pedras Vivas”, da igreja constituída de pessoas, então o templo físico pouco influenciará na expansão ou não do Reino de Deus. A Comad está firme no propósito de manter o templo físico como lugar de referência, visibilidade evangelística e organização estratégica para conquista de território. Nunca esquecendo porém que a igreja é constituída de pessoas e que Deus habita em pessoas e não em templos feitos por mãos humanas.
As bases bíblicas que apóiamo templo e a igreja local são bastante claras.
1) Em Atos 3:1 vemos Pedro e João subindo ao templo parta orar por volta das 15:00hs.
2) Os versículos 11-26 do mesmo capítulo Pedro prega no templo.
3) Em Atos 2:46 vemos que a Comunidade Cristã perseverava unânime no templo.
4) Em Atos 5:20, vemos um anjo ordenar aos apóstolos a apresentar-se no templo.
5) Em Atos 5:25 vemos que os Apóstolos ensinavam no templo. O mesmo é relatado no vs 42
6) Em Atos 25:8 Paulo declara que nada fez contra o templo.
Precisamos entender que Deus nunca teve nada contra o templo. A reunião nas casas sempre será importante para manter a comunhão, o discipulado e o evangelismo por testemunho, mas quando se trata de “DIREÇÃO” profética para o povo, a casa é limitada. É por este motivo que muitas igrejas locais sofreram divisões terríveis, magoando muitos líderes, ferindo pastores e escandalizando os não crentes e novos convertidos. Porque cada grupo estabelecia seu “reinadozinho” pessoal. O templo se torna um facilitador do profético pois reúne todo o povo para que sejam direcionados em um único sentido. Além disso, uma característica comum entre aqueles que são contra o templo, são as decepções com liderança. Essas frustrações com os homens, principalmente lideres são descontadas no templo, coitado, que nada tem haver com as feridas do coração humano. O templo então serve como “bode expiatório” recebendo a culpa no lugar de pessoas com emoções mal resolvidas. Na Comad nós valorizamos pessoas e não cimento e tijolo. Cremos que os “Grupos familiares” são o melhor meio de evangelizar e discipular. Entretanto, a igreja deve ter uma mesma direção, por este motivo, todos devem se reunir num mesmo lugar para receber direção profética, celebrar e adorar ao Senhor da Glória. No momento o templo físico da Comad, funciona como lugar estratégico administrativo, lugar de referência para a população local, espaço importante para realizar eventos de expansão do Reino, lugar para reunir todos os grupos familiares para receberem o profético de Deus para Madureira, Rio de Janeiro e Brasil, etc. O lugar que Deus nos deu para nos reunir é uma bênção, não temos nada contra ele, entretanto jamais tomará o lugar de Deus em nossos corações.Nossa orientação às pessoas que são contra os templos, é que procurem os líderes que lhes feriram para para liberar e receber perdão sarando as feridas do coração. Um templo físico pode ser feio ou bonito, longe ou perto, grande ou pequeno. Nosso coração deve ser sempre saudável, curado e puro, pois ele é o verdadeiro templo do Espírito santo. Receba o equilíbrio de Deus

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

peripatético

Numa das empresas em que trabalhei, eu fazia parte de um grupo de treinadores voluntários.
Éramos coordenados pelo chefe de treinamento, o professor Lima, e tínhamos até um lema:
"Para poder ensinar, antes é preciso aprender" (copiado, se bem me recordo, de uma literatura
do Senai). Um dia, nos reunimos para discutir a melhor forma de ministrar um curso para
cerca de 200 funcionários. Estava claro que o método convencional -- botar todo mundo numa
sala -- não iria funcionar, já que o professor insistia na necessidade da interação, impraticável
com um público daquele tamanho. Como sempre acontece nessas reuniões, a imaginação
voou longe do objetivo, até que, lá pelas tantas, uma colega propôs usarmos um trecho do
Sermão da Montanha como tema do evento. E o professor, que até ali estava meio quieto,
respondeu de primeira. Aliás, pensou alto:
-- Jesus era peripatético...
Seguiu-se uma constrangida troca de olhares, mas, antes que o hiato pudesse ser quebrado por
alguém com coragem para retrucar a afronta, dona Dirce, a secretária, interrompeu a reunião
para dizer que o gerente de RH precisava falar urgentemente com o professor. E lá se foi ele,
deixando a sala à vontade para conspirar.
-- Não sei vocês, mas eu achei esse comentário de extremo mau gosto -- disse a Laura.
-- Eu nem diria de mau gosto, Laura. Eu diria ofensivo mesmo -- emendou o Jorge, para
acrescentar que estava chocado, no que foi amparado por um silêncio geral.
-- Talvez o professor não queira misturar religião com treinamento -- ponderou o Sales, que
era o mais ponderado de todos. -- Mas eu até vejo uma razão para isso...
-- Que é isso, Sales? Que razão?
-- Bom, para mim, é óbvio que ele é ateu.
-- Não diga!
-- Digo. Quer dizer, é um direito dele. Mas daí a desrespeitar a religiosidade alheia...
Cheios de fúria, malhamos o professor durante uns dez minutos e, quando já o estávamos
sentenciando à fogueira eterna, ele retornou. Mas nem percebeu a hostilidade. Já entrou
falando:
-- Então, como ia dizendo, podíamos montar várias salas separadas e colocar umas 20 pessoas
em cada uma. É verdade que cada treinador teria de repetir a mesma apresentação várias
vezes, mas... Por que vocês estão me olhando desse jeito?
-- Bom, falando em nome do grupo, professor, essa coisa aí de peripatético, veja bem...
-- Certo! Foi daí que me veio a idéia. Jesus se locomovia para fazer pregações, como os
filósofos também faziam, ao orientar seus discípulos. Mas Jesus foi o Mestre dos Mestres,
portanto a sugestão de usar o Sermão da Montanha foi muito feliz. Teríamos uma bela
mensagem moral e o deslocamento físico... Mas que cara é essa? Peripatético quer dizer "o
que ensina caminhando".
E nós ali, encolhidos de vergonha. Bastaria um de nós ter tido a humildade de confessar que
desconhecia a palavra que o resto concordaria e tudo se resolveria com uma simples ida ao
dicionário. Isto é, para poder ensinar, antes era preciso aprender. Finalmente, aprendemos.
Duas coisas. A primeira é: o fato de todos estarem de acordo não transforma o falso em
verdadeiro. E a segunda é que a sabedoria tende a provocar discórdias. Mas a ignorância é
quase sempre unânime.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

A EXECUTIVA QUE FOI PARA O CÉU

Foi tudo muito rápido. A executiva bem-sucedida sentiu uma pontada no peito, vacilou, cambaleou. Deu um gemido e apagou. Quando voltou a abrir os olhos, viu-se diante de um imenso Portal.
Ainda meio zonza, atravessou-o e viu uma miríade de pessoas.Todas vestindo cândidos camisolões e caminhando despreocupadas. Sem entender bem o que estava acontecendo, a executiva bem-sucedida abordou um dos passantes:
- Enfermeiro, eu preciso voltar urgente para o meu escritório, porque tenho um meeting importantíssimo. Aliás, acho que fui trazida para cá por engano, porque meu convênio médico é classe A, e isto aqui está me parecendo mais um pronto-socorro. Onde é que nós estamos?

- No céu.

- No céu?...

- É.

- Tipo assim... o céu, CÉU...! Aquele com querubins voando e coisas do gênero?

- Certamente. Aqui todos vivemos em estado de gozo permanente.

Apesar das óbvias evidências nenhuma poluição, todo mundo sorrindo, ninguém usando telefone celular), a executiva bem-sucedida custou um pouco a admitir que havia mesmo apitado na curva.

Tentou então o plano B: convencer o interlocutor, por meio das infalíveis técnicas avançadas de negociação, de que aquela situação era inaceitável. Porque, ponderou, dali a uma semana ela iria receber o bônus anual, além de estar fortemente cotada para assumir a posição de presidente do conselho de administração da empresa.

E foi aí que o interlocutor sugeriu:

- Talvez seja melhor você conversar com Pedro, o síndico.


- É? E como é que eu marco uma audiência? Ele tem secretária?


- Não, não. Basta estalar os dedos e ele aparece.



- Assim? (...)


- Pois não?

A executiva bem-sucedida quase desaba da nuvem. À sua frente, imponente, segurando uma chave que mais parecia um martelo, estava o próprio Pedro.

Mas, a executiva havia feito um curso intensivo de approach para situações inesperadas e reagiu rapidinho:

- Bom dia. Muito prazer. Belas sandálias. Eu sou uma executiva bem-sucedida e...

- Executiva... Que palavra estranha. De que século você veio?

- Do 21. O distinto vai me dizer que não conhece o termo 'executiva'?

- Já ouvi falar. Mas não é do meu tempo.

Foi então que a executiva bem-sucedida teve um insight. A máxima autoridade ali no paraíso aparentava ser um zero à esquerda em modernas técnicas de gestão empresarial. Logo, com seu brilhante currículo tecnocrático, a executiva poderia rapidamente assumir uma posição hierárquica, por assim dizer, celestial ali na organização.

- Sabe, meu caro Pedro. Se você me permite, eu gostaria de lhe fazer uma proposta. Basta olhar para esse povo todo aí, só batendo papo e andando a toa, para perceber que aqui no Paraíso há enormes oportunidades para dar um upgrade na produtividade sistêmica.

- É mesmo?

- Pode acreditar, porque tenho PHD em reengenharia. Por exemplo, não vejo ninguém usando crachá. Como é que a gente sabe quem é quem aqui, e quem faz o quê?

- Ah, não sabemos.

- Entendeu o meu ponto? Sem controle, há dispersão. E dispersão gera desmotivação. Com o tempo isto aqui vai acabar virando uma anarquia. Mas nós dois podemos consertar tudo isso rapidinho implementando um simples programa de targets individuais e avaliação de performance.

- Que interessante...

- É claro que, antes de tudo, precisaríamos de uma hierarquização e um organograma funcional, nada que dinâmicas de grupo e avaliações de perfis psicológicos não consigam resolver.

- !!!...???...!!!...???...!!!

- Aí, contrataríamos uma consultoria especializada para nos ajudar a definir as estratégias operacionais e estabeleceríamos algumas metas factíveis de leverage, maximizando, dessa forma, o retorno do investimento do Grande Acionista... Ele existe, certo?

- Sobre todas as coisas.

- Ótimo. O passo seguinte seria partir para um downsizing progressivo, encontrar sinergias high-tech, redigir manuais de procedimento, definir o marketing mix e investir no desenvolvimento de produtos alternativos de alto valor agregado. O mercado telestérico, por exemplo, parece-me extremamente atrativo.

- Incrível!

- É óbvio que, para conseguir tudo isso, nós dois teremos que nomear um board de altíssimo nível. Com um pacote de remuneração atraente, é claro. Coisa assim de salário de seis dígitos e todos os fringe benefits e mordomias de praxe. Porque, agora falando de colega para colega, tenho certeza de que você vai concordar comigo, Pedro. O desafio que temos pela frente vai resultar em um Turnaround radical.
- Impressionante!

- Isso significa que podemos partir para a implementação?

- Não. Significa que você terá um futuro brilhante... se for trabalhar com o nosso concorrente. Porque você acaba de descrever, exatamente, como funciona o Inferno...

sábado, 31 de julho de 2010

AS DUAS PULGAS

Muitas igrejas caem na armadilha das mudanças drásticas de coisas que não precisam de alteração,...apenas aprimoramento!

Duas pulgas obreiras estavam conversando e então uma comentou com a outra:
- Sabe qual é o nosso problema? Nós não voamos, só sabemos saltar. Daí nossa chance de sobrevivência quando somos percebidas pelo cachorro é zero.

É por isso que existem muito mais moscas do que pulgas.
Elas então decidiram contratar uma mosca para treinar todas as pulgas a voar e entraram num programa de treinamento de vôo e saíram voando.
Passado algum tempo, a primeira pulga falou para a outra:
- Quer saber? Voar não é o suficiente, porque ficamos grudadas ao corpo do cachorro, e como nosso tempo de reação é bem menor do que a velocidade da coçada dele, ele nos pega.
Temos de aprender a fazer como as abelhas, que sugam o néctar e levantam vôo rapidamente.
Elas então contrataram uma abelha para lhes ensinar a técnica do chega-suga-voa. Funcionou, mas não resolveu... A primeira pulga explicou por quê:
- Nossa bolsa para armazenar sangue é pequena, por isso temos de ficar muito tempo sugando. Escapar, a gente até escapa, mas não estamos nos alimentando direito, temos de aprender como os pernilongos fazem para se alimentar com aquela rapidez.
E então um pernilongo lhes prestou treinamento para incrementar o tamanho do abdômen. Resolvido, mas por poucos minutos....
Como tinham ficado maiores, a aproximação delas era facilmente percebida pelo cachorro, e elas eram espantadas antes mesmo de pousar.
Foi aí que encontraram uma saltitante pulguinha, que lhes perguntou:
- Ué, vocês estão enormes! Fizeram plásticas?
- Não, entramos num longo programa de treinamento. Agora somos pulgas adaptadas aos desafios para a igreja do século XXI.
Voamos, picamos e podemos armazenar mais alimento.
- E por que é que estão com cara de famintas?
- Isso é temporário. Já estamos fazendo treinamento com um morcego, que vai nos ensinar a técnica do radar de modo a perceber, com antecedência, a vinda da pata do cachorro. E você?
- Ah, eu vou bem, obrigada. Forte e sadia.
Mas as pulgonas não quiseram dar a pata a torcer, e perguntaram à pulguinha:
- Mas você não está preocupada com o futuro? Não pensou em um programa de treinamento, em uma reengenharia?
- Quem disse que não? Contratei uma lesma como consultora.
- Mas o que as lesmas têm a ver com pulgas, quiseram saber as pulgonas...
- Tudo. Eu tinha o mesmo problema que vocês duas.
Mas, em vez de dizer para a lesma o que eu queria, deixei que ela avaliasse a situação e me sugerisse a melhor solução.
E ela passou três dias ali, quietinha, só observando o cachorro e então ela me disse:
"Não mude nada.. Apenas sente na nuca do cachorro. É o único lugar que a pata dele não alcança".

MORAL DA HISTÓRIA:

Você não deve focar no problema e sim na solução.
Para ser mais eficiente é necessário escutar e não falar.
Muitas vezes, a GRANDE MUDANÇA é uma simples questão de reposicionamento.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

LOBOS NÃO COMEM CAPIM

Um lobo, cansado das suas brigas e arruaças, resolve parar um pouco e descansar no topo de um monte. Deitado, ele ergue os olhos para o vale e vê um rebanho de ovelhas. Como está muito cansado para perseguí-las, decide apenas contemplá-las. Ele percebe que elas são mansas, não fazem desordem, são branquinhas, vivem alegres e em harmonia. O lobo, então, chega à seguinte conclusão: "Não existe neste mundo, uma vida melhor do que a vida das ovelhas!".

Ele consegue uma capa de pele de ovelha, veste-a sobre si, e se aproxima do rebanho. As ovelhas olham para ele com um pouco de desconfiança, mas, como ele parece uma ovelha, o recebem em seu meio. "Puxa até que foi fácil. Agora posso viver como uma ovelha!", resmunga o lobo.

Tudo fica bem, até a hora em que o pastor chega para conduzi-Ias ao local de alimentação. Elas o seguem até ao pasto mais próximo, e você sabe o que as ovelhas comem? Elas comem capim, e sentem verdadeiro prazer em comer vegetais. Porém, de que se alimenta um lobo? Um lobo come carne! E ele descobre de uma maneira desastrosa, que ele não gosta de capim. Sente repulsa, até ânsia de vómito, por qualquer coisa verde.

Ele se esforça e engole o capim. É uma experiência horrível! Seu corpo é de lobo, seu sangue também, seus músculos, seu coração, seus pêlos, tudo nele grita... EU SOU UM LOBO! Apesar de ser um grande fardo, ele tenta viver de um modo contrário à sua natureza.

Num dia em que as ovelhas estão dormindo e o pastor não está ali, ele sai de "fininho", tira a sua capa de ovelha e se perde num mundo de lobos. Grita, bagunça, fala, briga e ama como um lobo, e chega a sentir-se bem fazendo estas coisas. Depois de algum tempo, recolhe sua, capa de ovelha, e volta para o meio do rebanho. E assim ele vai vivendo: de dia ovelha, de noite lobo.

A história acima ilustra algo que vem acontecendo no meio evangélico. Há pessoas dentro de nossas igrejas tentando viver como crentes. Cantam, oram, lêem a Bíblia, conversam, freqüentam à igreja, cooperam nas programações. Esforçam-se por ser no exterior o que não são por dentro. É uma vida artificial e forçada porque o coração nunca foi transformado. Não conheceram verdadeiramente a nova vida em Cristo, Insistem em ser ovelhas do Senhor apenas na aparência, e assim, acabam tendo uma vida dupla: quando na igreja, comportam-se como ovelhas. Longe desta, dão vazão aos seus instintos de lobo. Vivem como descrentes, dando mau testemunho e confundindo as pessoas quanto àquilo que seja o verdadeiro Cristianismo. Chamam a Jesus de Senhor e não fazem a Sua vontade (Mateus 7:21).
O que pessoas assim precisam fazer é arrepender-se de seus pecados e reconhecer a morte de Jesus Cristo como o meio providenciado por Deus para a sua salvação.

Esta é o resultado da iniciativa de Deus e não do esforço humano. "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie"(Efésios 2:8,9).
quanto aos "evangélicos" que insistem num estilo de vida pecaminoso e ao mesmo tempo mantêm uma vida cristã de aparência no meio dos crentes, pensando que com isto vão conseguir a simpatia de Deus e de seu povo, deveria lembrar-se desta parte das Escrituras: "por isso os perversora irão prevalecerão no juízo, NEM- OS PECADORE5 NA CONGREGAÇÃO DOS JUSTOS, pois o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá"(Salmos 1:5,6) Os termos perversos, pecadores e ímpios usados no Salmo citado, denotam, em sentido geral, todas as pessoas que se recusam a arrepender-se de seus pecados e a crer em Jesus Cristo como o único Salvador de suas vidas. Aqui estão incluídos esses "evangélicos" meramente professos, que usam um "verniz" de crente porque em suas vidas falta a consistência de uma transformação operada pelo Espírito de Deus.
Àqueles evangélicos verdadeiramente transformados pelo poder do Senhor, deixamos a advertência de Jesus contra os falsos crentes: "Acautelai-vos dos falsos profetas que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis" (Mateus 7:15-20).

Lembre-se: lobos podem travestir-se de ovelhas, mas a sua natureza continua sendo de lobo, e lobos não comem capim!